domingo, 10 de abril de 2016

O DIÁRIO DE HELGA (RESENHA)


OLÁ LEITORES , HOJE TRAGO A RESENHA DO  DIÁRIO DE HELGA

Nascida em 1929, Helga era uma menina entrando na adolescência quando a guerra começou. Ela vivia em Praga com seus pais, e é aí que começa a primeira parte do diário, que também contempla o período em que ela viveu no campo de concentração de Terezín, além de suas passagens por Auschwitz, Freiberg, Mauthausen e seu retorno a Praga.
Quando Helga inicia o seu diário ainda em Pragas , fica clara a inocência de suas palavras em relação a boa parte do que está acontecendo no momento, mas também convem observar a sua inteligência e curiosidade em relação aos fatos.  Na primeira parte do livro  é relatado como se vivem as pessoas que estão ameaçadas  tragicalmente pela guerra, até a completa imersão no inferno nazista. As primeiras reações são as fugas para os porões por medo de ataques aéreos, os pais sempre atentos às notícias do rádio. O clima de tristeza e medo  na escola quando se soube que o exército alemão invadiu a Tchecoslováquia foi sufocante. Logo que o Reich alemão assume a situação, o antissemitismo começa a crescer, e ordens antijudaicas não tardam a aparecer. 
Os judeus foram proibidos a terem  acessos há alguns lugares públicos , até o envio para campos de concentração não demora muito  até que chega a inevitável notícia do transporte da sua família, que nada mais é do que a transferência para um campo de concentração.
Já na segunda parte de seu diário Helga narra o período em que eles estiveram em Terezín, que era tido como um “campo de concentração modelo”. Mas coisas só pioram com o tempo. Foram separadas do pai, mas mãe e filha por sorte continuaram juntas.   E à medida que o tempo passa, as coisas  só pioram : todas são obrigadas a raspar a cabeça, dormir em lugares imundos, passaram fome, foram infectadas por doenças e receberam maus tratos .
O LIVRO TRAZ GRAVURAS QUE A PRÓPRIA HELGA DESENHAVA E ALGUMAS FOTOS DE ALBUM DE FAMÍLIA.




  Uma das passagens mais intrigantes do diário:
“Todos os carros fúnebres estão em uso. Pela primeira vez levam uma carga viva. E, no entanto, não poderia ser mais apropriado. Aonde esses destroços de seres humanos irão? Onde serão jogados seus corpos? Ninguém chorará por eles, ninguém lamentará sua morte. Até que, um dia, sejam mencionados em nossos livros escolares. Aí, o único título apropriado será: ‘Enterrados vivos’”.
Concordo plenamente com Helga quando ela responde a pergunta de sua entrevista Porque  deveríamos ler mais sobre relatos de holocaustos e fala: Principalmente por ser verdadeiro. Coloquei nele meus sentimentos, esses sentimentos são intensos, comoventes e principalmente verdadeiros. E, talvez, por ser narrado naquela forma um pouco infantil, é acessível, expressivo, e creio que ajudará as pessoas a entender aqueles tempos.

É UM LIVRO TOCANTE , UMA HISTÓRIA REAL E NÃO TEM COMO NÃO SE EMOCIONAR, SENTIR UM POUCO DA DOR DO PRÓXIMO SEMPRE NOS FAZ BEM E NOS ENSINA A EVOLUIR COMO SERES HUMANOS E A ENXERGAR AS COISAS DE OUTRA MANEIRA.
ESPERO QUE TENHAM GOSTADO E QUE LEIAM E ATÉ A PROXIMA RESENHA.


ESSA É HELGA HOJE QUE GRAÇAS A DEUS CONTINUA VIVA!

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